A série Top10 oferece um guia listando as dez melhores histórias e/ou fases de determinado personagem ou equipe em ordem cronológica, disponibilizando links das edições em nosso acervo! Apresentando uma dos grupos mais famosos do universo dos quadrinhos: Os Fabulosos X-Men!

Os X-Men são uma equipe de mutantes sob tutela do professor Charles Xavier. Residindo numa escola, eles aprendem a controlar seus poderes ao mesmo tempo em que se dedicam a combater facções mutantes extremistas. Cercados por um mundo que os teme, a equipe é um grande veículo para os seus autores criarem metáforas e analogias sobre o racismo e extremos ideológicos.

A equipe original por Stan Lee e Jack Kirby

X-Men 1-19

Em meio a ebulição criativa dos primórdios da Marvel, a dupla Stan Lee e Jack Kirby nos brindava com mais um conceito: mutantes, pessoas que nasciam com capacidades super-humanas, provocando um misto de ódio e temor na população comum.

Anunciados como “Os super-heróis mais estranhos de todos!”, os X-Men surgiram em 1963, e desde o inicio nós já temos as bases de toda sua mitologia: a ideia de uma equipe de jovens treinada pelo Professor Xavier visando combater mutantes criminosos, a Sala de Perigo, o supercomputador Cérebro, o terrorista Magneto e sua Irmandade de Mutantes, o Fanático (meio-irmão de Xavier), e a criação dos robôs Sentinelas… enfim, uma explosão de ideias em apenas dezenove edições!

Apesar de soarem simples hoje, essas histórias são muito interessantes quando lidas pensando em seu contexto histórico: o movimento pelos direitos civis. As batalhas com super-poderes encenavam a convulsão social e os conflitos entre grupos mais extremos como Panteras Negras, Poder Negro e a Ku Klux Klan. Assim como seus personagens traçavam paralelos com figuras reais como Martin Luther King e Malcolm X. Este contexto fez de X-Men algo mais do que uma simples revista de ação e aventura!

No Brasil: Em formatinhos essas histórias saíram em Heróis da TV 100, A Teia do Aranha 65, Origens dos Super-Heróis Marvel 2, X-Men Classic II 1,3 e 4 (todos da editora Abril). Pela Panini em Coleção Histórica Marvel Os X-Men 1,3 e 4; Vingadores vs X-Men vs Quarteto Fantástico e em Coleção Histórica Marvel Guerras Secretas 1. Já em capa dura temos todas as histórias em Biblioteca Histórica Marvel X-Men 1 e 2 (Panini).

 

O upgrade de Roy Thomas e Neal Adams

X-Men 56-63

Em 1969, com a revista X-Men à beira do cancelamento, o escritor Roy Thomas (sucessor de Stan Lee como arquiteto do Universo Marvel) e o artista Neal Adams (conhecido por revigorar o Batman) renovam os mutantes de uma forma extremamente arrojada!

Essa fase introduziu o herói Destrutor, o vilão Sauron, tornou os robôs Sentinelas ainda mais ameaçadores e uniu os X-Men e Ka-Zar numa das batalhas mais clássicas contra o arqui-inimigo da equipe – Magneto! A arte dinâmica de Adams e as histórias de Thomas criaram um título pulsante, com um senso de urgência, que já começava a demonstrar o imenso potencial da revista que um dia viria a se tornar o carro-chefe da Marvel!

No Brasil: Em formatinhos saíram em Capitão América 94-96 e X-Men 16-19 (pela Editora Abril). Em formato americano temos Os Maiores Clássicos dos X-Men nº5 (Panini). A fase toda também pode ser encontrada em capa dura nas edições Crepúsculo Mutante e A Sombra de Sauron (Coleção de Graphic Novels Marvel Clássicos XV e XVI) da Salvat.  

 

Segunda Gênese

Giant-Size X-men 1

Tendo seu titulo cancelado, os X-Men acabaram se tornando coadjuvantes esporádicos do universo Marvel. Mas eles voltaram com tudo em 1975! Na trama a equipe original (exceto Ciclope) é capturada e o Professor Xavier se vê obrigado a recrutar novos mutantes para resgatar seus pupilos…

É uma aventura nada incomum, não fosse sua proposta: o novo grupo é formado pelo alemão Noturno, o russo Colossus, a africana Tempestade, o nativo americano Pássaro Trovejante, o  japonês Solaris, o irlandês Banshee e um certo baixinho canadense e invocado chamado… Wolverine.

Ou seja, os X-Men se tornaram uma equipe multiétnica e multicultural. Além da metáfora sobre grupos marginalizados eles agora representavam algo mais… a globalização e o choque de culturas do século XX!

No Brasil: Em formatinhos pode ser encontrada em diversas edições- Heróis da TV 109-110, Superaventuras Marvel nº16, X-Men Classic nº1 ou em Wolverine nº100 (em todos os casos pela editora Abril). A Panini incluiu na edição Coleção Histórica Marvel Os X-Men nº2. Já pela Salvat saiu em X-Men-Segunda Gênese (Marvel Graphic Novels Clássicos XXXIV)

 

A Era Chris Claremont

Uncanny X-Men 94-269, Uncanny X-Men Annual 3-10, X-Men 1-7 

Quando o jovem escritor Chris Claremont assumiu os X-Men em 1976, poucos fãs poderiam prever o impacto que ele teria na série e na própria indústria dos quadrinhos. Com diálogos realistas, histórias intrincadas e ação contundente, os personagens ganharam vida própria.

Acompanhado de desenhistas como Dave Cockrum, John Byrne, John Romita Jr., Marc Silvestri e Jim Lee os fãs tiveram muitos anos de arcos seminais como A Saga da Fênix Negra, Dias de Um Futuro Esquecido, Massacre de Mutantes, Inferno e Programa de Extermínio, só pra citar alguns.

Se os X-Men se tornaram a franquia mais popular da Marvel rivalizando com o Homem-Aranha, geraram games, animações e filmes… isso de deve, em grande parte, a Chris Claremont! O roteirista é apontado, sem exageros, como o escritor definitivo dos mutantes e sua longa fase no título já renderia, por si só, um Top 10!

No Brasil: Em formatinhos suas histórias saíram em X-Men Classic 1-4, X-Men Classic II 1-4, Superaventuras Marvel 14-73, X-Men 1-67, X-Men mini-série 1-3 , X-Men Anual 2, Superalmanaque Marvel 1 (todas pela editora Abril). Encadernado pela Panini nós temos X-Men-Magneto Triunfa, X-Men-A Saga da Fênix Negra, X-Men-Dias de Um Futuro Esquecido, Coleção Histórica Marvel Os X-Men 2-8, X-Men-Massacre de Mutantes, X-Men-A Queda dos Mutantes 2 e 3, X-Men-Inferno 1-6, X-Men-Programa de Extermínio e X-Men-Gênese Mutante 1 e 2. Já pela Salvat saíram em X-Men-Segunda Gênese (Marvel Graphic Novels Clássicos XXXIV), X-Men-A Saga da Fênix Negra (Marvel Graphic Novels nº2), X-Men-Dias de um Futuro Esquecido (Os Heróis Mais Poderosos da Marvel nº15). 

 

Deus Ama, o Homem Mata

X-Men: God Loves, Man Kills (Marvel Graphic Novel 5)

Mutantes são uma metáfora para qualquer grupo oprimido no mundo real. E essa metáfora nunca foi usada de forma tão veemente e direta quanto nessa novela gráfica!

Aqui, os velhos inimigos X-Men e Magneto são obrigados a se unir contra uma ameaça comum: a intolerância religiosa. Um pastor chamado Stryker promove uma campanha maciça para levar a opinião pública contra os mutantes, numa cruzada “a serviço de Deus”. A edição inclusive abre com uma sequência pesada, mostrando duas crianças mutantes sendo assassinadas por um grupo de extermínio…

Deus ama, o homem mata vai ao amago do que torna os X-Men tão interessantes. É uma Graphic Novel angustiante, perturbadora e leitura imprescindível para qualquer fã dos X-Men, da Marvel ou de quadrinhos em geral! Esta história foi a grande fonte de inspiração para o filme X-Men 2.

No Brasil: lançada pela editora Abril como X-Men-O conflito de uma raça (Série Graphic Novel 1). Pela Panini como X-Men-Deus ama, o homem mata. Também saiu pela Salvat na Coleção Os Heróis Mais Poderosos da Marvel nº 15- Os Fabulosos X-Men.  

 

A Era do Apocalipse

Uncanny X-Men 320-321, X-Men 40-41, Cable 20, X-Men Alpha, Amazing X-Men 1-4, Astonishing X-Men 1-4, Factor X 1-4, Gambit & The X-Ternals 1-4, Generation Next 1-4, Weapon X 1-4, X-Calibre 1-4, X-Man 1-4, X-Men Omega, Age of Apocalypse: The Chosen, X-Men Ashcan 2

Charles Xavier está morto – morto no passado durante um acidente de viagem no tempo – e sem a sua influência e de seu sonho, o mundo se tornou um pesadelo! O Apocalipse governa o mundo com mãos de ferro, impondo impiedosamente seu ideário de “sobrevivência do mais forte”… mas vivendo nas sombras, entre uma humanidade oprimida, estão os combatentes da liberdade de Magneto: os X-Men!

Em meio a crise dos quadrinhos na década de 1990, a saga A Era do Apocalipse foi um alento, conquistando público e crítica. A saga dos X-Men é célebre por brincar com futuros alternativos, mas este talvez seja o mais duro e cruel deles. E o conceito provou resistir, tendo continuações e sendo lembrado em sagas recentes como Guerras Secretas. Além de tudo isso, a história tem o mérito de finalmente consolidar o Apocalipse como um grande vilão dos X-Men!

No Brasil: Compilada em encadernados pela Panini como A Era do Apocalipse 1-6.

 

X-Men Ultimate por Mark Millar

Ultimate X-men 1-33

Com a chegada do século 21 a Marvel decidiu criar uma nova linha de quadrinhos, a Ultimate, com uma cronologia zerada visando angariar novos leitores. O escritor Mark Millar (Kick Ass, Guerra Civil) ficou encarregado do gibi, mas um detalhe, desconhecendo a franquia o autor se inspirou no recém lançado filme dos X-Men. O resultado? Ele reinventou a roda!

Na sua versão a equipe tem uma moralidade mais ambígua e muitas diferenças em relação ao universo tradicional, mudanças que vão de personalidade até a orientação sexual (Colossus e Estrela Polar formam um casal por exemplo).  Sem contar uma revisão inesperada de conceitos e a morte de protagonistas. Mas ao mesmo tempo o autor resgata velhas idéias – Professor Xavier é um pacifista e seu Magneto é um terrorista despótico tal qual no início da década de 1960.

Mark Millar contou com artistas do calibre de David Finch, Adam Kubert e Andy Kubert. Ainda que não tão celebrado quanto em Os Supremos (os Vingadores Ultimate), seu trabalho foi um sucesso de vendas. Depois do desgaste e queda de qualidade nos títulos X na década de 1990, a equipe Ultimate ajudou a renovar o interesse pelos mutantes no novo milênio!

No Brasil: saiu na mensal Marvel Millennium – Homem-Aranha 1-28 (editora Abril). Relançado pela Panini nos encadernados Marvel Millennium – X-Men 1-2. O primeiro arco da série saiu novamente pela Panini no encadernado Ultimate X-Men – O Povo do Amanhã.   

 

Os Novos X-Men de Grant Morrison

New X-Men Vol. 1 #114-154, New X-Men Annual 2001

O aclamado escritor Grant Morrison (Os Invisíveis, Homem-Animal) traz os X-Men de vez para o século 21. Os uniformes colantes são substituídos por couro preto, o número de integrantes é reduzido ao básico, e os X-Men passam a se dedicar de fato ao ensino e as relações públicas… algo que antes era tocado superficialmente em suas tramas (tudo isso em clara referência a versão dos cinemas).

Novos X-Men foi um gibi de super-heróis, uma novela, um drama de relacionamentos e um épico de ficção científica, tudo em um único título. Aliado ao desenhista Frank Quitely (Grandes Astros Superman),  a versão de Morrison para os X-Men continua sendo uma das mais inovadoras e criativas de todos os tempos!

No Brasil: a fase saiu nas mensais X-Men 9,10,13-43; Wizard Brasil nº5 e no especial X-Men Widescreen. Depois lançado numa série de encadernados sendo estes Novos X-Men-E de Extinção, Novos X-Men-Imperial, Novos X-Men – Novos Mundos, Novos X-Men – Rebelião no Instituto Xavier, Novos X-men – Planeta X e Novos X-Men – Ecos do Amanhã (tudo pela Panini). Já pela Salvat temos os arcos Novos X-Men-E de Extinção e Novos X-Men-Imperial (Coleção de Graphic Novels Marvel 23 e 24).

 

Os Surpreendentes X-Men de Joss Whedon

Astonishing X-Men Vol. 3 #1-24, Giant-Size Astonishing X-Men 1

Com a saída de Grant Morrison se duvidava que alguém fosse capaz de manter o nível de qualidade, mas o roteirista e diretor Joss Whedon (dos filmes Vingadores e Vingadores – A Era de Ultron) prova o contrário. Sendo um grande fã de quadrinhos, Whedon consegue sintetizar tudo o que havia de melhor nos X-Men de Chris Claremont: o foco nos personagens, os conflitos novelescos, a influência de raças alienígenas e a metáfora social (nesta fase é descoberta a cura mutante). Some a isso humor, bons diálogos e um ótimo visual da equipe com a arte de John Cassaday.

O escritor/diretor nos relembra da força de Kitty Pryde como personagem, traz Colossus de volta da morte em uma cena memorável, pavimenta o relacionamento entre Ciclope e Emma Frost, e prova que Wolverine pode ser trabalhado sem tanta exposição e continuar sendo o melhor no que faz! Uma fase digna de figurar lado a lado dos clássicos da dupla Chris Claremont e John Byrne!

No Brasil: saiu nas mensais X-Men Extra 46-57, 67-72 e 76-81. Depois compilado em 3 encadernados de capa cartão. Recentemente vem sendo lançado também em capa dura (em todos os casos pela Panini). A Salvat lançou duas edições contendo as edições iniciais na Coleção de Graphic Novels Marvel 36 e 37 (Surpreendentes X-Men – Superdotados e Surpreendentes X-Men – Perigoso). 

 

Dinastia M

House of M 1-8

Muitos se queixam dos X-Men parecerem existir a parte do Universo Marvel e interagirem pouco nas mega sagas, mas isso tudo é resolvido com Dinastia M! Este crossover uniu os X-Men e os Vingadores em busca de uma solução para insanidade da Feiticeira Escarlate ocorrida na saga Vingadores – A Queda…

Mas essa união é tardia, e sob influência de sua família, Wanda remodela a realidade de forma que os mutantes são a raça dominante e a família de Magneto reina suprema. Resta aos Vingadores e X-Men, que lembravam de suas vidas passadas, se organizarem contra os déspotas deste novo mundo… mas o resultado final foi um dos dias mais devastadores da história da raça mutante!

Contos envolvendo realidades alternativas tendem a não ter qualquer impacto duradouro na cronologia, mas Dinastia M muda isso radicalmente. A frase “chega de mutantes” marcou época (sem spoilers aqui) e conduziu os títulos X por vários anos, tornando a vida dos mutantes mais perigosa do que nunca! Um dos melhores mega-eventos da Marvel moderna por Brian Michael Bendis e Olivier Coipel!

No Brasil: Inicialmente lançada em mini-série pela Panini como Dinastia M 1-4, encadernada em capa cartão e depois em capa dura na linha Deluxe. Também saiu encadernada pela Salvat na Coleção de Graphic Novels Marvel nº40 – Dinastia M.

 

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